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Lisboa
16 de Outubro, 2008
(Jornalistas que desejem informações mais detalhadas ou imagens em alta resolução podem-nos contactar para o seguinte e-mail: passion@delfinus.tk)
Foi no Peter Café Sport no Parque das Nações que o velejador solitário Ricardo Diniz anunciou o próximo capítulo do seu Projecto 'made in PORTUGAL'.
A manhã estava serena, com pouco vento sobre o Rio Tejo. A vista era bonita do primeiro andar do emblemático 'Café Sport'.
O ambiente informal acolhia os diversos convidados, entre os quais Cristina Valente, da Media Consulta, agência responsável pela divulgação da campanha "Futura Política Marítima Europeia", Francisco Ramos, Marketing Manager da Nissan, Ana Paula, Directora de Comunicação da Lenovo e a Fadista Mafalda Arnauth.
Resumo:
A sessão começou com "uma essencial contextualização" de Ricardo Diniz;
"Portugal está a dar bons passos na direcção certa, em especial no sector marítimo. São cada vez mais as escolas de vela, tornando a vela mais acessível, temos o primeiro parque de energia de ondas do mundo ao largo da Póvoa de Varzim, e alguns bons exemplos de construção naval de qualidade como em Viana do Castelo, Aveiro e Vila Real de Santo Antonio."
Continuou, com o já esperado desabafo; "No entanto existe ainda alguma descoordenação no sector. Existem boas itenções mas pouco trabalho de equipa. A Portimao Global Ocean Race é um evento muito bonito, que levará o nome da magnífica Cidade de Portimão e de Portugal pelos oceanos do mundo durante 8 meses. A exposição mundial será incrível. Dei o máximo para que este evento tivesse equipas portuguesas. Desenvolvi contactos para ajudar outros velejadores lusos a competirem na regata. Investi também na minha participação. Passei o Natal no mar a treinar com o barco para a regata. Foram 6 meses de treinos intensos e um esforço imenso para reunir apoios. Depois... não consegui. Ninguém conseguio. Não é o ideal... Nem transmite a mensagem correcta. E isto não pode voltar a acontecer."
Passou a referir a excelência dos Kayaks da Nelo, em Vila do Conde, que representam 85% da quota mundial da produção deste tipo de embarcação. "Portugal tem, obrigatoriamente de fazer parte da soluçao lógica, imediata, quando alguém na Europa pretende construir um barco. Se há barcos a serem construídos na África do Sul e na Tailandia, então estes também podem ser construídos em Portugal, especialmente quando quem os encomenda estão a duas horas de avião de Portugal. Também temos a mão de obra e a qualidade. E o preço da mão de obra é igualmente competitivo." afirmou o velejador.
Mencionou também a importância de se apoiar outros projectos como o do velejador Francisco Lobato, recente vencedor de uma regata entre França e Açores, "com velas antigas e sem patrocinador..."
"Com coordenação e união tudo é possível," conclui o velejador.
Cristina Valente, da Media Consulta, agência responsável pela divulgação da campanha "Futura Política Marítima Europeia afirmou ser "essencial construir algo mais..."
Mafalda Arnauth, Fadista, teve uma intervenção muito inspirada e sensível com o facto de não haver nenhum português na Portimão Global Ocean Race. "No dia seguinte ao meu concerto no CCB, estava em Portimão com o Ricardo a ver a largada da regata. Foi um momento especial ver aqueles barcos ali, junto à nossa costa, no nosso mar, prestes a rumarem ao mundo."
Foram depois anunciados os dois parceiros principais do Projecto'made in PORTUGAL'; Nissan e Lenovo. Ambos os responsáveis por estas empresas fizeram intervenções notáveis, com especial destaque para a Inovação e compromisso para com o Ambiente.
Francisco Ramos disse que "Ricardo Diniz é irreverente, questiona, põe em causa, causa mudança e evolução. A Nissan pensa de igual forma. O Ricardo é um embaixador extraordinario para a Nissan."
Também Ana Paula não poupou elogios "...ao mérito do Projecto 'made in PORTUGAL' e no empenho e força de vontade de Ricardo Diniz. Nunca apoiámos nenhum projecto em Portugal e as solicitações não são poucas! É com orgulho que patrocinamos o Ricardo neste projecto."
O momento alto deu-se quando Ricardo Diniz revelou os seus planos para os próximos 3 anos. "Mostrar ao mundo que Portugal também inova, também constroi, também sabe fazer. Vamos construir em Portugal um veleiro Class 40, a classe oceânica em maior crescimento no mundo. E vai-se chamar 'PORTUGAL INNOVATION', para que não hajam dúvidas... Existem actualmente 70 veleiros registados, alguns ainda em construção. Nenhum é português, nenhum foi construído em Portugal. Isso agora vai mudar. Quero conhecer os estaleiros do meu país e fazer deste projecto um trabalho conjunto, à semelhança da parceira entre o Instituto Superior Técnico e Pembrokeshire College no País de Gales, onde construímos o meu primeiro veleiro."
Em desenvolvimento...





















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